PORQUÊ?

Os plásticos são materiais com um enorme impacto ambiental pelo seu elevado período de biodegradação que não se adequa ao actual ritmo de produção. Cerca de 80% do lixo marinho tem origem em terra, sendo que a maioria destes resíduos são plásticos. Os impactos na saúde humana e de animais terrestres e marinhos e dos ecossistemas são, em geral, desmedidos. É insensato continuar a produzir-se e consumir a quantidade de plásticos que se verifica.

PARA QUÊ?

É urgente controlar e reduzir a produção e o consumo de plásticos e fazer uma gestão mais eficiente dos resíduos, Bem como tomar medidas de coleta e limpeza de espaços contaminados em terra e no oceano.

COMO?

a)Por via legislativa, implementando taxas significativas para cada tipo de embalagem, sendo que o valor destas deve ser explícito no preço do produto adquirido, incluindo na Lei da Fiscalidade Verde;
b) Promovendo acções de limpeza locais;
c)Reduzindo a quantidade de embalagens de plástico produzidas;
d)Promovendo a reutilização e a escolha de artigos reutilizáveis;
e)Promovendo a reciclagem;
f)Dinamizando, no âmbito da ONU, operações de limpeza de microplásticos que têm contaminado os oceanos e que têm afectado os ecossistemas marinhos.

PORQUÊ?

Grande parte dos resíduos que poluem as nossas zonas naturais e espaços públicos são garrafas de plástico e latas. Actualmente, o plástico na Natureza, em particular no mar, é um dos maiores flagelos ambientais, sendo responsável pela morte de golfinhos, baleias, aves ou peixes que o confundem com alimento.
Há cerca de 30 anos, a maioria das garrafas de vidro usadas em Portugal tinha tara recuperável, também conhecida como vasilhame ou depósito, existindo uma rede de recuperação do valor das taras, recolha e reciclagem de vidro montada à escala nacional. Lamentavelmente, este modelo foi praticamente abandonado.
Todavia, em 23 países de todo o mundo existem leis que promovem a tara recuperável, com resultados muito positivos.

PARA QUÊ?

A tara recuperável não é um imposto ou uma sobretaxa sobre as bebidas. É um valor monetário (tara) que o consumidor recupera quando devolve as garrafas e embalagens para reciclagem após as utilizar. A (re)aplicação da tara recuperável em Portugal contribuiria, por exemplo, para:
a) Implantar um mecanismo eficaz de poluidor-pagador;
b) Rentabilizar infraestruturas de reciclagem existentes através da redução de custos de triagem;
c) Reduzir custos com actividades de limpezas pagas com o erário público;
d) Reduzir o preço dos produtos pago pelos consumidores finais;
e) Combater o flagelo do lixo marinho;
f) Criar novas actividades económicas e sociais relacionadas com a recolha selectiva de materiais para reciclagem;
g) Melhorar a saúde pública;
h) Contribuir para a protecção civil, através da redução do risco de incêndios;
i) Melhorar a imagem turística do país, através de zonas naturais e espaços públicos mais agradáveis.

COMO?

Através de:
a) Restringir fortemente e progressivamente o uso de embalagens de tara perdida;
b)Análise/reformulação e adaptação da medida de tara perdida que já existiu em tempos, criando-se assim uma nova medida mais eficaz;
c) Colocação de caixas automáticas de devolução da tara recuperável em locais públicos, como acontece nos Países Baixos;
d)Criação de uma rede de colecta e recuperação do valor das taras em estabelecimentos comerciais de venda de bebidas embaladas, os quais teriam a obrigação de receber as embalagens e devolver o valor das taras aos consumidores;
e)Obrigação dos fabricantes de bebidas pagarem ao Estado o valor correspondente à diferença entre o número de embalagens lançadas para o mercado e entregues para reciclagem;
f)Permitir que as empresas de reciclagem ou as empresas fornecedoras de bebidas paguem o valor das taras aos comerciantes caso estes devolvam as embalagens para reciclagem ou, em alternativa, entreguem novos produtos sem cobrar o valor da sua tara.

PORQUÊ?

A gestão saudável dos recursos deve incorporar mudanças dos nossos hábitos diários, e como tal a diminuição da poluição e do desperdício de recursos terão que ser repensados a nível pessoal. O gasto de recursos em pensos higiénicos, tampões e outros meios de higiene feminina é incomensurável e assim outras soluções devem ser encontradas. Esta medida terá também impacto na saúde pública.

PARA QUÊ?

Minimizar o gasto de recursos naturais, mitigar o impacto ambiental decorrente do uso e promover o bem-estar colectivo. Responsabilizar as/os cidadãs/ãos pela sua higiene e saúde assim como o Estado, através das estruturas de saúde locais e regionais públicas, na partilha de informação e bens duradouros de higiene pessoal.

COMO?

Alocar financiamento da Direcção Geral da Saúde para campanhas de esclarecimento à população sobre os benefícios do uso do copo menstrual e para entrega gratuita destes em centros de saúde e hospitais em consultas de planeamento familiar.

PORQUÊ?

A utilização de transportes públicos decresceu em Portugal 45% entre 1991 e 2011, à custa do fraco investimento e ao incentivo à construção de rodovia. Estas políticas são insustentáveis para o país do ponto de vista económico e ambiental, situação que se agravará segundo até os cenários mais optimistas do IPCC. É necessário um incentivo claro aos transportes públicos em detrimento do transporte individual.

PARA QUÊ?

Uma rede de transportes públicos colectivos eficaz e economicamente acessível a toda a população é a melhor maneira de reduzir a emissão de gases com efeito de estufa e de melhorar a mobilidade com eficiência de vastas camadas da população. O investimento nos transportes públicos deve ser uma prioridade absoluta.

COMO?

Investindo nos transportes públicos e trabalhando efectivamente para a construção dessa rede.

PORQUÊ?

A dignidade dos animais não humanos, designadamente do seu direito à vida e à integridade física, psicológica e mental, constitui um facto incontestável e tem vindo a ser reconhecida de forma transversal na sociedade humana.
O referido reconhecimento é fruto de diversos elementos, dos quais se podem destacar a integração plena dos designados “animais de companhia” como membros de famílias humanas, a crescente desumanização e crueldade associada a métodos intensivos de criação, exposição e exploração animal, os movimentos filosóficos dos direitos dos animais que derrubaram as anteriores concepções que “coisificam” os animais e as mais recentes descobertas e estudos científicos que comprovam de forma incontroversa que os animais não humanos são não só sencientes – isto é, são capazes de sentir dor, desconforto, stress, angústia e sofrimento – mas, muitos deles, são também seres conscientes, com capacidade de autoconsciência, de memória, de aprendizagem e de perceção da sua vida e do seu futuro. A este respeito, a consciência dos animais é já facto científico incontestado, tendo sido objeto da mundialmente conhecida Declaração de Cambridge de 2012, na qual cientistas na área das neurociências declararam, pela primeira vez, que animais não-humanos (designadamente mamíferos, aves e polvos) possuem os substratos neurológicos, neuroanatómicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência em linha com a capacidade de exibir comportamentos intencionais, devendo, por isso, haver mais exigência no seu trato e mais respeito pela sua existência e natureza.

PARA QUÊ?

Para respeitar a vida e dignidade das outras espécies animais, reflectindo assim o desenvolvimento civilizacional e cultural, os novos valores éticos e, sobretudo, o novo quadro de conhecimento científico sobre os mesmos, sobre a sua senciência e a sua consciência.

COMO?

Através da/o:
a) Proibição de intervenções cirúrgicas, tais como o corte de cauda, orelhas, etc.,
b) Definição das normas de recolha de animais mais adequadas às suas necessidades;
c) Proibição de manutenção de cães e gatos em gaiolas e caixas, salvo se por necessidades de saúde dos animais;
d) Aumento das medidas dos espaços destinados aos animais em centros de recolha;
e) Obrigação de formação do pessoal auxiliar que assegura os cuidados médicos dos animais e que procede à sua recolha;
f) Proibição de reprodução de animais quando seja necessário o recurso a métodos violentos ou não naturais;
g) Proibição da sujeição a gravidezes consecutivas;
h) Promoção de acções de sensibilização das comunidades para a adopção responsável, contra o abandono, adopção responsável e maus tratos dos animais, a operar pelos centros de recolha e pelos alojamentos de hospedagem com fins lucrativos;
i) Reforço da fiscalização junto dos alojamentos de hospedagem com e sem fins lucrativos, e dos centros de recolha.
j) Alteração à Lei n.º 92/95, de 12 de setembro, ao Decreto-Lei n.º 276/2001, de 17 de outubro, ao Decreto-Lei n.º 313/2003, de 17 de dezembro, ao Decreto-Lei n.º 314/2003, de 17 de dezembro, à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, à Portaria n.º 421/2004, de 24 de abril.

PORQUÊ?

Todos os anos as câmaras municipais exterminam milhares de pombos, considerando-os “pragas”, alegando que estes se reproduzem muito, que são um perigo para a saúde pública por transmitirem doenças, que sujam e estragam os edifícios privados e monumentos, e que devem dar satisfação às inúmeras queixas dos munícipes.
Todos estes argumentos são falsos e provêm dum real desconhecimento dos “perigos” por parte de autarcas e da propaganda das empresas que efectuam o extermínio das aves, comércio anual altamente proveitoso.
Na Alemanha, desde 1989 que os pombos deixaram de ser considerados “pragas” (Nº3, alínea 1 do Código federal). Em 1995/1996, a Universidade de Medicina de Hannover definiu os pombos citadinos como animais domésticos abandonados descendentes dos “que fugiram de casas ou pombos correio abandonados”. Em 1995, em Aachen, um grupo de trabalho constituído por cientistas, veterinárias/os, associações, autarcas, concluiu que:
1) O perigo destas aves para a saúde pública é mínimo – como o Comité Misto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) de peritos em zoonoses já o afirmara em 1959 em Roma;
2) A proibição aos munícipes de darem comida aos pombos para evitar que se reproduzam de nada serve visto a procriação dos pombos ser algo genético que não está dependente de comida;
3) O extermínio é “contra o direito da protecção dos animais” e tem unicamente “consequências macabras”: as crias morrem à fome devido à morte de ambos os progenitores”;
4) A Universidade Técnica de Darmstadt descobriu que fezes de pombos “não causam nenhum dano após um período de 70 dias em materiais de construção comuns, tais como arenito, granito, mármore, concreto / argamassa de cimento e madeira macia”.
O extermínio torna-se numa má gestão do dinheiro público, por se repetir anualmente.

PARA QUÊ?

Para uma redução mais eficaz da população de pombos e consentânea com a dignidade dos animais.

COMO?

Para reduzir o número de pombos a única forma eficaz, sustentável, ecológica e conciliadora é a criação de pombais contraceptivos. Com os pombais há apenas o investimento inicial. Controlam-se os nascimentos pela substituição dos ovos por ovos em gesso ou plástico, estabilizando-se assim as populações urbanas; circunscreve-se a poluição num único lugar; saneia-se a espécie graças à qualidade da alimentação e seguimento veterinário.
Seguindo o exemplo de cidades de outros países – Paris, Aachen, Munique, Estugarda (e mais de 40 cidades Alemãs), Amsterdão, Roterdão – podem ser construídos um ou mais pombais nos bairros onde os pombos são numerosos, sendo a gestão concertada entre as câmaras e as associações que se ocupam de animais.
Sendo um animal doméstico abandonado, o pombo terá que ter o estatuto de animal comunitário.
Estes pombais, postos sobre pilares, podem ser criações de artistas para se integrarem na paisagem urbanística. Também poderão ser instalados em sótãos, medida que está a ser adoptada na Alemanha.

PORQUÊ?

Porque não deve existir discriminação de benefícios relativos a tratamentos médicos e animais humanos e animais não humanos.

PARA QUÊ?

Para fomentar a actividade e o tratamento dos animais a preços mais acessíveis e solidários e desta forma impedir o abandono de animais e que estes se mantenham doentes por incapacidade económica dos seus tutores.

COMO?

Alteração da Lista I anexa ao CIVA, passando este tipo de prestação de serviços a constar da referida lista e, portanto, usufruindo de uma taxa de IVA reduzida (actualmente de 6%).

PORQUÊ?

São cerca de seis milhões de animais que, em toda a União Europeia, vivem num espaço pouco maior do que o do volume do seu corpo, sem oportunidade para se movimentar, distrair ou até defecar num local distinto, 16 semanas sobre 16 semanas: o tempo médio de gestação desta espécie. Celas onde dormem, comem, defecam e dão à luz os leitões que as explorações agrícolas desejam, a custo mínimo. Em Portugal são 233 mil os animais nestas condições, sendo que apenas o porco alentejano e o porco bízaro, de Trás-os-Monte – um efectivo de cerca de seis mil animais – escapam a esta prática própria da criação intensiva.
As porcas parideiras, neste sistema de produção intensivo, desenvolvem problemas de saúde e são privadas dos comportamentos naturais da espécie, como são o de procurar comida (que nas celas lhes é dada sob forma de ração uma vez por dia), correr e brincar. Os animais vivem frustrados e em desespero, pois além de sofrerem de enfraquecimento dos músculos e dos ossos, de problemas no sistema cardiovascular e terem frequentemente problemas no parto pela falta de locomoção característica nas 24 horas antes, não fazem no fundo nada mais que “deitar e levantar”, além de que muitas vezes contraem infecções urinárias devido às deficientes condições sanitárias em que vivem.
Vários estudos actuais comprovam ainda a necessidade de fornecimento de cama/pasto para a altura do parto, tão necessário para o bem-estar animal. As porcas reprodutoras em celas de gestação nada têm a não ser o chão frio dos armazéns de produção intensiva.

PARA QUÊ?

Para melhorar substancialmente o Bem-Estar Animal desta espécie e lhes proporcionar uma vida mais aproximada à que teriam em liberdade. Tais mudanças contribuem não só para a diminuição do sofrimento animal, mas também para o fortalecimento da relação progenitora-cria, e a diminuição dos problemas de saúde do animal, decorrentes da gestação, parto ou pós-parto.

COMO?

Proibição da utilização de celas de gestação em Portugal, seguida da obrigatoriedade de fornecer ao animal gestante um espaço exterior ou interior, mas suficientemente grande para que possa mover-se com liberdade, exercer os seus comportamentos naturais e dar à luz num espaço apropriado e com condições adequadas a tal acto, nomeadamente pela presença de cama para o animal (palha). Oferta arbitrária de comida ao longo do dia, sem alimentação reduzida a 1 vez/dia.

PORQUÊ?

Actualmente em Portugal, após o nascimento de um vitelo, este é retirado à progenitora nas primeiras 48h. Muitas explorações optam pela retirada imediata após a nascença, não permitindo qualquer contacto entre mãe e filho. Outras optam por deixar o vitelo com a progenitora nas primeiras 12h de vida e escassas são as que deixam o vitelo com a progenitora por 24h.
Esta prática tem um impacto bastante negativo no desenvolvimento saudável e na vida dos animais envolvidos.

PARA QUÊ?

Para melhorar a qualidade de vida destes animais e permitir-lhes uma relação mãe e cria. Vários estudos já indicam que se o vitelo passar algumas horas diárias com a mãe aumenta a qualidade de vida do animal e a produção de leite.

COMO?

Proibição de retirar a cria à progenitora nas primeiras 72h, obrigatoriedade em deixar que o vitelo mame o colostro directamente da mãe (a não ser em casos que não consiga, e que seja necessário retirar manualmente para ser dado ao vitelo) e permitir subsequentemente a partilha de várias horas diárias entre a cria e progenitora, de forma a melhorar a qualidade de vida de ambos.

PORQUÊ?

Porque é exigido um esforço sobrehumano aos animais, para além de lhes ser vedado o acesso a uma vida minimamente digna sem qualquer proximidade com a sua vida no meio natural, tudo para servir os nossos interesses.

PARA QUÊ?

Para que a estes animais seja assegurada um mínimo de qualidade de vida.

COMO?

Através da alteração ao Decreto-Lei n.º 202/2005, de 24 de Novembro, o qual expressamente deve proibir que as vacas e porcas estejam permanentemente a ser inseminadas, devendo antes acontecer a gravidez de forma natural e, por outro lado, que seja proibido que estas após uma gravidez sejam imediatamente sujeitas a outra.

PORQUÊ?

Porque seja na cidade, seja no campo, os animais que deambulam ignorando os perigos que correm precisam de um serviço de apoio.

A linha de urgêncial animai será um meio a partir do qual é possível ligar e pedir socorro pelo animal lesado e, através de aconselhamento via telefone, prestar os primeiros socorros. Depois, com a presença de profissionais no local, são prestados mais cuidados e, caso seja necessário, os animais são encaminhados para uma clínica veterinária. Desta forma, será possível salvar mais vidas.

PARA QUÊ?

Para que se salve mais animais, evitando o maior sofrimento e o sofrimento desamparado até à morte e, simultaneamente, contribuir para a consciencialização, para a sensibilização e para o crescimento humanitário e civilizacional.

COMO?

Criando uma linha telefónica de urgência animal, através da qual se possa alertar e enviar os meios e os recursos ao local, operacionalizando-se desta forma o salvamento.

Essa linha de apoio teria que estender-se a vários animais, nomeadamente a aves da cidade, do campo e marítimas, para além dos mamíferos mais comuns como cães e gatos, entre outros.

Inicialmente, a Linha e seus meios poderão começar em cada concelho distrital do país.

PORQUÊ?

A posse de um cão ou gato acresce o dono de responsabilidades legais dispostas por lei e que dizem respeito à necessidade de Licenciamento e de Identificação Electrónica dos animais. A detenção, posse e circulação de um canídeo carece de licença, sujeita a renovação anual, que tem de ser requerida nas juntas de freguesia, aquando do registo do animal. Contudo, este registo nas juntas de freguesia é frequentemente ignorado pelos detentores de animais, para além de que existem dois sistemas de identificação: o Sistema de Recuperação e Identificação Animal (SIRA) e o Sistema de Identificação de Caninos e Felinos (SICAFE), sendo certo que os dados de ambos não se cruzam, portanto um animal poderá constar de um sistema e não noutro. Tudo isto torna o sistema altamente falível.

PARA QUÊ?


Para impedir que animais que tenham tutores se mantenham nas ruas ou em canis e, por outro lado, para que efectivamente se tenha uma noção de quantos animais de companhia existem em Portugal.

COMO?


Alteração ao Decreto-Lei n.º 313/2003, de 17 de Dezembro, no sentido de ser criado um balcão único de identificação de animal, fundindo-se os dois sistemas e sendo feito em simultâneo a identificação electrónica e o licenciamento do animal.

PORQUÊ?


O modo de produção de foie gras é absolutamente desumano, e implica um nível de sofrimento muito grande para o animal, que é forçado a comer desmesuradamente.
Estes são criados inicialmente em liberdade e a partir de determinada idade passam a estar confinados, sem espaço para se movimentarem, a receber através do processo de engorda 6 a 12 vezes mais comida do que o normal. Esta técnica, denominada de “gavage”, implica que os animais sejam alimentados por um tubo introduzido directamente no seu esófago, tudo com o objectivo de os engordar rapidamente para que o seu fígado inche e acabe por ficar cerca de 10 vezes maior do que o normal. Todo o processo é extremamente doloroso para o animal, culminando com a sua morte.

PARA QUÊ?


Para impedir que mais animais sejam torturados.

COMO?


Através da proibição legal expressa deste modo de produção e do seu comércio em Portugal.

PORQUÊ?


A visão institucionalizada que existe do relacionamento entre todos os seres e ecossistemas, é uma visão que ignora a interligação entre tudo e todos, é uma visão controlada pelo imediatismo inconsciente que se expressa na destruição acelerada da comunidade planetária da Vida. Os resultados são visíveis e, no mínimo, muito pouco tranquilizadores.

PARA QUÊ?


Se olharmos a interdependência de tudo e todos que tudo une, os processos de degradação do equilíbrio fundamental da Vida conduzem ao sofrimento e eventual destruição de tudo e de todos, humanos-animais-natureza. Assim, pelo mais elementar bom-senso, temos de fazer acontecer a implementação de um novo paradigma que transmute, trave e inverta as visões actuais com o seu carácter destrutivo.

COMO?


Dada a gravidade do problema em causa, é urgente a sua implementação, através da prática de modelos alargados de ética fraterna, que nos incluam a nós próprios, as nossas sociedades, culturas e eco-sistemas. É que os processos desta Comunidade da Vida são interdependentes e actualizam-se (evoluem) com a transformação da consciência.
Por isso defendemos:
a) A existência de programas de 1º Ciclo onde sejam facilitadas práticas de Mindfulness . Criação de curso de formação adequado.
b) Estender a Mindfulness – incluindo as valências de Atenção Plena, Ética pessoal e colectiva – aos restantes ciclos, incluindo o superior. Criação de curso de formação adequado.
c) A aplicação da Mindfulness enquanto forma de psicoterapia (veja-se exemplo do Reino Unido). Criação de curso superior adequado.
d) Divulgação e promoção da Mindfulness nas suas várias abordagens.
* O tipo de prática meditativa designado como Mindfulness ou Atenção Plena (lato sensu) tem por objectivo o percepcionar o mundo à nossa volta e suas inter-relações tal como se apresentam na realidade, desprovidas/os de contaminantes provenientes da nossa ignorância ou preconceito.

PORQUÊ?

Em Portugal, uma em cada três crianças tem problemas com excesso de peso. Segundo o estudo 2013-2014 da APCOI que contou com 18.374 crianças (uma das maiores amostras neste tipo de investigação): 33,3% das crianças entre os 2 e os 12 anos têm excesso de peso, das quais 16,8% são obesas. De acordo com a Comissão Europeia, Portugal está entre os países da europa com maior número de crianças afectadas por esta epidemia.
Dados do Sistema Europeu de Vigilância Nutricional Infantil (COSI:2008) elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) indicam que: mais de 90% das crianças portuguesas consome fast-food, doces e bebe refrigerantes, pelo menos quatro vezes por semana. Menos de 1% das crianças bebe água todos os dias e só 2% ingere fruta fresca diariamente. Quase 60% das crianças vão para a escola de carro e apenas 40% participam em atividades extra-curriculares que envolvem atividade física.
Dada a falta de informação geral na questão da alimentação e da composição nutricional dos alimentos que consumimos, o PAN considera fundamental inverter esta situação através da sensibilização da população no que respeita à Alimentação e Nutrição, para que as escolhas sejam realizadas de uma forma consciente.

PARA QUÊ?

Criação de hábitos saudáveis ao nível alimentar.
Melhorar as escolhas alimentares na população com vista a aumentar a saúde e respetivamente a qualidade de vida. Um dos focos principais desta ação passa pela alfabetização das crianças, para que adquiram os conceitos básicos desde pequenas.

COMO?

– Elaboração de um projecto de educação das crianças portuguesas no que respeita à alimentação, com o objectivo de diminuir a obesidade infantil e promover a saúde, com a inserção de aulas de Agricultura, Culinária e Nutrição nas escolas;
– A inserção de aulas de nutrição obrigatórias em cursos da área da saúde, nomeadamente Medicina, pois cerca de 75% dos nossos médicos não sabem aconselhar os seus pacientes no que respeita à alimentação;
– Promoção de workshops e conferências informativas e de esclarecimento relativo à alimentação;
– Elaboração de um Guia Alimentar para a População Portuguesa, que auxilie na alteração gradual de hábitos para uma vertente mais saudável. Este guia poderá converter ou adaptar receitas tradicionais em formatos mais saudáveis, apresentar dicas de confecção dos alimentos, explicação simples para uma fácil análise de rótulos, cuidados a ter associados com a publicidade existente no mercado, explicação do significado de alimentos naturais, processados e ultraprocessados.

PORQUÊ?


O surgimento de novos estudos, nomeadamente referindo que se deve reduzir ou eliminar o consumo de lacticínios sugere que seja efectuada uma revisão à actual roda dos alimentos.
Adicionalmente, as Nações Unidas bem como a União Europeia, através do relatório “Assessing the Environmental Impacts of Consumption and Production” enfatizam a necessidade de se priorizar uma mudança generalizada para uma dieta livre de produtos de origem animal. Neste sentido, propõe-se que seja criada uma roda dos alimentos sem produtos de origem animal, permitindo que esta opção seja feita da forma o mais informada possível. A elaboração desta roda permite a mais pessoas decidirem optar por este regime alimentar (seja regular ou esporadicamente) sentindo-se apoiadas e tendo informação suficiente para seguir com a sua escolha de uma forma saudável. É a posição da American Dietetic Association que dietas vegetarianas convenientemente planeadas, incluindo dietas totalmente vegetarianas, são saudáveis, nutricionalmente adequadas, e podem prover benefícios para a saúde na prevenção e tratamento de certas doenças.

PARA QUÊ?


Incentivar uma alimentação mais saudável e mais ecológica. Desta forma, apostando na prevenção, podemos reduzir significativamente a incidência de doenças crónicas e consequentemente reduzir os custos do Sistema Nacional de Saúde. Para além dos ganhos na saúde, a melhoria dos hábitos alimentares irá proporcionar uma diminuição do impacto ambiental.

COMO?


Desenvolvimento de uma Roda dos Alimentos sem produtos de origem animal com a sua consequente inclusão nos programas alimentares das escolas, centros de saúde e em todos os projectos de sensibilização que digam respeito a uma alimentação saudável.

PORQUÊ?

Porque a taxa de animais mortos encontrados nas estradas portuguesas é muito elevada, não só devido aos atropelamentos mas também à omissão de auxílio. Porque o direito à vida e à assistência não podem ser exclusivos da espécie humana mas sim transversais a todas as espécies numa sociedade civilizada.

PARA QUÊ?

Para evitar o flagelo que grassa nas estradas portuguesas, para uma sociedade mais digna, para protecção das espécies e diminuição dos problemas de saúde pública. Para nos responsabilizarmos pelo usufruto de territórios que anteriormente pertenciam aos animais e que se queremos ocupar temos que o fazer de forma responsável e cuidadora dos outros seres que partilham connosco este planeta.

COMO?

Alteração ao código da estrada no que respeita à obrigatoriedade de parar e prestar assistência aos animais vítimas de atropelamento. Legislar no sentido da punição do atropelamento. Acções de Sensibilização no que respeita ao problema. Criação de uma base de dados nacionais com os locais, espécies e números de animais envolvidos de modo a identificar as estradas e troços problemáticos. Criar mecanismos de monitorização eficazes nos locais mais críticos de atropelamentos. Promover a ecologia rodoviária e a dignidade animal.